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Take Off 2008

Written by Alcides Fonseca at 1208729528

Correu bem! Aprendemos com algumas coisas do ano passado, e voltámos a aprender também este ano para aplicar no próximo. Mas correu bem! E tirei muitas ideias das apresentações.



Uma das coisas que todos os oradores referiram foi persistência. Uma pessoa que tenha uma ideia tem de ser persistente. Se não funciona bem à primeira, à segunda… voltar a tentar até conseguir alcançar o objectivo. Quer seja a bater a porta de VCs, como aconteceu com o Sérgio Veiga, quer seja a reformular a ideia, como nos falou o Bruno Pedro devemos sempre lutar pelas nossas ideias. Mesmo que inclua trabalhar dia e noite, como acontece com o André Ribeirinho.



E para reformular a ideia, partilhá-la é uma boa opção. Diferentes perspectivas sempre ajudam a refinar a ideia, melhorando-a. Mas para não correr riscos de nos roubarem a ideias, temos de nos distinguir numa coisa: a execução. E isto é uma das coisas que os financiadores avaliam. Pelos exemplos que o Dr. Francisco Banha ter um protótipo para mostrar é sempre uma vantagem. Mas não confundir aqui um aspecto. Eles estão interessados em produtos que se vendam, não na tecnologia.



E quanto ao business plan, ouvi várias sugestões de leitura, mas ficou-me na cabeça o facto de ter de ter um óptimo abstract. Se couber num post-it, como foi o caso das empresas que o Mário Valente fundou, óptimo. E tem de ser algo que faça qualquer pessoa sorrir e querer saber mais. Depois no resto das duas folhas A4 convém ter uma análise do negócio mais concisa, e recomendo o slide respectivo da última apresentação.



Ainda relativamente a estes investimentos, Portugal não aposta muito nesta área, pelo que o Dr. Francisco Banha recomenda que enchamos os VCs com propostas, para verem que esta é uma área em que vale a pena apostar. Outra solução é uma das ideias do quase-Mestre Mário Valente que leva o microfinanciamento de seed capital a projectos nesta área a nível europeu. Sinto que há realmente uma falha nesta área (embora a minha preferida seja a segunda ideia!).



Uma coisa curiosa que notei relativamente à Esoterica do Mário e ao Sapo do Celso Martinho, foi o facto de na sua venda, quem ganhou mais foram as empresas que fizeram a primeira compra da maior parte. Logo se tiverem uma empresa de sucesso, não vendam à primeira.



Isto foi o que considero mais importante do que retirei das apresentações, claro que há 1001 coisas que aprendi ontem e ainda me estão a fazer pensar. Ficam apenas algumas curiosidades relativamente à organização do evento:



- O coffee break que durou o dia inteiro e ainda sobrou bastante, foi o que comprámos apenas para a manhã. Parece que as pessoas não comem tanto como eu pensava.



- Ao contrário do que vejo noutros eventos, as apresentações correram todas no meu macbook, tirando a do Celso que mesmo assim ainda usou o meu remote.



- O audio das apresentações vai ficar cortado (e penso que nem vai haver da última) não por censura, mas sim porque o microfone comeu uma pilha de 9V antes de acabar a manhã e foi uma sorte eu ter comprado outra de backup)