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MSPs comprados?

Written by Alcides Fonseca at 1199720003

Saiu no último sabado, dia 5, no suplemento digital um artigo sobre o facto de MSPs serem comprados ou não. Teve origem numa peça do jornal suiço Le Temps (como é pago, leiam aqui um resumo e sim, o meu francês também anda rusty) que indica que os MSPs suiços recebem um ordenado de 850 francos suiços e podem ganhar mais 530 euros, telemovel, computador e software se aceitarem um part-time na empresa. (Corrijam-me se a tradução estiver incorrecta). É de notar que neste segundo caso, para além de estudantes, passam também a ser trabalhadores da Microsoft Suiça. Nessa situação é válido o ordenado e os extras.



Uma das coisas que nos apercebemos na sessão para MSPs do TechEd de Barcelona foi que os programas nos diversos países tinham moldes muito diferentes. O que não me admira muito que esta situação aconteça. No entanto cá em Portugal, apesar de ter sido considerada a melhor subsidiária internacional o orçamento do programa não dá para tanto (e mesmo que desse, não seria aplicado dessa maneira). Cá em Portugal as coisas funcionam de maneira diferente. Ao entrar no programa não me prometeram nem dinheiro nem telémoveis. O dinheiro que recebo (e nem é dinheiro!) são as despesas de deslocação. Tenho sim acesso a todo o software Microsoft, mas não foi por isso que entrei no programa. Foi sim pelas oportunidades de formação, sobretudo soft skills. Não nos obrigam a nada. Se eu quiser posso passar o programa sem fazer uma palha! Mas claro que aí não estaria a aproveitá-lo.



Quanto a divulgação das tecnologias na faculdade, também não temos nenhum compromisso, embora alguns de nós gostem de o fazer, como é o meu caso. No entanto eu só divulgo aquilo em que acredito (IronPython, XNA, Visual Studio, Mobile). Nunca me ouvirão dizer bem do Vista, IE7 ou ASP.NET.

E isso é ser vendido? Não, é divulgar aquilo em que acredito, tal como faço relativamente ao Notepad++, SVN (sim, já sei que tenho de mudar para git) e Python (tudo opensource).