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A Praxe...

Written by Alcides Fonseca at 1196373846

Soube pela minha mãe que deu entrada hoje no hospital onde ela trabalha um rapaz da agrária que durante a praxe, se atirou para uma fossa (como lhe foi dito para fazer) e, felizmente não morreu, mas por causa de um problema na medula vai ficar tetraplégico.



Esta não é a primeira e, infelizmente, nem será a última vez que acontecem coisas destas e nem vou falar nas casualites da Queima e muito menos nas gravidezes indesejadas. Deixo uma mensagem para os caloiros: Vocês são pessoas com cérebro e não bestas como os doutores vos querem fazer pensar que são! Se gostam da praxe e alinhar nas brincadeiras aproveitem, mas vejam sempre o limite. Aproveito e deixo também uma mensagem aos senhores doutores: Pensem primeiro no sentido da praxe, de integrar os caloiros antes de qualquer praxe. Pela experiência que tenho, isto raramente acontece.



Já oiço as vozes de contestação dizerem “Ah, isso foi um idiota qualquer e a praxe não é assim, é uma coisa muito mais leve e tal….“ Eu não disse que eram todos assim, mas é um facto que estes casos acontecem (podem não ser tão extremos) e penso que já têm todos idade para terem juízo (tanto doutores como caloiros).



Eu cá não sou a favor da praxe. Acho que não faz sentido nenhum essas tretas que eles fazem de praxar os caloiros. Querem fazer os caloiros unirem-se através do medo que têm dos doutores, dizem eles… Penso que há maneiras bem mais inteligentes de integrar os caloiros e que eu tento praticar. Não é preciso pô-los de quatro na relva… Considero isso uma coisa inaceitável, mas se eles alinham, isso é lá com eles.



A praxe do meu departamento não é nada como no resto da Universidade de Coimbra e muito menos como na Agrária, acontece no primeiro dia e no jantar de curso e depois só quando alguém se lembra de vir trajado. Pois, o traje… A ideia de uniformes para não haver distinção entre os ricos e os pobres… Quando um traje é caro e ainda por cima é todo formal (camisa, colete, gravata e sapatos…) não dá vontade nenhuma de o comprar. Prefiro as minhas roupas confortáveis e que cada pessoa tenha o seu estilo. É bom a diferenciação!



Outra das coisas que não concordo é o facto de ter uma hierarquia consoante o número de matrículas. Não é por créditos feitos ou pelo ano em que andam, é pelo número de matrículas e o Chefe daquela seita estudantil é o Dux, um tipo com mais de 10 matrículas que ainda por cima tem um ordenado mais ou menos duvidoso da Associação Académica por ser Dux… Felizmente com as prescrições isto vai acabar.



Esta é só a minha opinião sobre a Praxe, se não concordam e até gostam, tudo bem, mas tenham cabecinha para não acontecerem mais casos destes por favor.